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CRIPTORQUIDISMO

 

O que é o Criptorquidismo? O Criptorquidismo é a incapacidade de um ou ambos os testículos descerem até à bolsa escrotal. Durante a gestação, os testículos iniciam a sua migração desde a zona caudal aos rins até ao escroto, passando através de um canal denominado anel inguinal. No momento do nascimento, os testículos ocupam ainda o espaço abdominal, ocorrendo a descida normalmente até aos 2 meses de idade. Embora possa haver um atraso neste processo, o diagnóstico é feito normalmente até esta idade, num exame clínico de rotina, porém, devido à mobilidade e à dimensão reduzida o diagnóstico é, por vezes, adiado até aos 6 meses de idade, altura em que ocorre o encerramento do canal inguinal. O criptorquidismo pode ocorrer em ambos os testículos, mas é mais frequente ser unilateral. O monorquidismo ou anorquidismo (existência de apenas um, ou ausência completa de testículos) são extremamente raros. O testículo retido pode ficar localizado na cavidade abdominal, no canal inguinal, ou sob a pele. Quais os animais afetados? Estudos realizados neste âmbito revelaram frequências de 1,5% em gatos e até 15% em cães machos. O facto de ser uma alteração a nível genético, não implica que todos os animais que transportam esta informação apresentem criptorquidismo, já que transmissão pode igualmente ser feita através das fêmeas para os seus descendentes. Só os descendentes em que ambos os pais sejam portadores terão 25% de probabilidade de vir a demonstrar esta deformação. Devido a este facto, a prevalência do criptorquidismo é maior em raças puras, havendo mesmo raças em que esta patologia é mais frequente tais como: Caniche, Yorkshire Terrier, Chihuahua, Boxer, Pequinês, Bichon Maltês, Bulldog Inglês, Husky Siberiano, são alguns exemplos. Os animais portadores não devem ser utilizados como reprodutores. Quais as consequências do Criptorquidismo? O testículo retido é anómalo. A espermatogénese (formação de espermatozoides) está normalmente ausente, especialmente nos que se localizam na cavidade abdominal, devido às elevadas temperaturas a que estão sujeitos. No caso de animais com criptorquidismo bilateral, estes são considerados inférteis, ou mesmo estéreis. Os comportamentos sexuais mantêm-se porém ativos, uma vez que a testosterona (hormona responsável) continua a ser produzida. Em cães criptorquídeos a probabilidade de virem a ter neoplasia testicular é 13 vezes maior do que nos restantes. Em gatos, esta probabilidade é bastante rara. Uma vez que a neoplasia testicular, mesmo em testículos escrotais, é bastante significativa em cães com mais de 10 anos, considera-se que a probabilidade é bastante elevada. O criptorquidismo está também associado a uma maior probabilidade de torção testicular. Existe Tratamento? Não existe, até à data, tratamento médico eficaz para provocar a descida dos testículos retidos. Em Medicina humana o procedimento passa pela colocação artificial e fixação do testículo à bolsa escrotal. Em Medicina Veterinária, devido à forte implicação genética e à maior predisposição de neoplasia ou torção do testículo recolhido, a recomendação é a remoção de ambos os testículos (castração). Este procedimento cirúrgico pode ser feito por laparotomia (abertura do abdómen), ou através de métodos mais vanguardistas, como a laparoscopia.