Dados do Ministério do Desenvolvimento Social revelam que Alagoas teve uma redução de quase 17 mil beneficiários do programa Bolsa Família entre os meses de janeiro e julho deste ano. Com a diminuição, houve uma queda de cerca de R$ 3 milhões no repasse para o estado.

Em janeiro de 2017, faziam parte do programa 394.627 famílias alagoanas em situação de vulnerabilidade social, o que gerou um repasse para o estado de R$ 73.004.203. Já no mês passado, o total de beneficiários caiu para 377.698 famílias, o que implicou no repasse de R$ 70.785.550.

A queda no número de beneficiários acontece após o governo federal intensificar a fiscalização contra supostas fraudes. Após cruzamento de informações entre órgãos ligados à assistência social, o Ministério do Desenvolvimento Social encontrou inconsistências que levaram à suspensão.

O Programa Bolsa Família (PBF) é um programa de transferência condicionada de renda que beneficia famílias pobres e extremamente pobres, inscritas no Cadastro Único.

De acordo com o governo federal, Alagoas conta hoje com 395.376 pessoas com renda per capita familiar de até R$ 85; 81.897 pessoas com renda per capita familiar entre R$ 85,01 e R$ 170; 121.412 pessoas com renda per capita familiar entre R$ 170,01 e meio salário mínimo; e 71.303 com renda per capita acima de meio salário mínimo.

O Cadastro Único para Programas Sociais reúne informações socioeconômicas das famílias consideradas de baixa renda, que são aquelas com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Essas informações permitem ao governo conhecer as reais condições de vida da população e, a partir dessas informações, selecionar as famílias para diversos programas sociais.

A reportagem da Gazetaweb tentou contato com a Secretaria de Estado da Assistência Social, mas não obteve êxito.

O Ministério do Desenvolvimento Social informou a sites nacionais que retirou quem estava recebendo indevidamente o benefício após “o maior pente-fino da história do Bolsa Família”.